Friday, November 24, 2006

Porquê?

Como sempre, foste ao meu encontro.
Falamos, rimos, brincamos e, inevitávelmente, envolvemo-nos mais uma vez.
E, entre olhares e sorrisos apaixonados, trocamos caricias, deixamos o nosso corpo se expressar. Mas tu, pela primeira vez, sentiste necessidade de racionalizar, o que não é racional.
"Não posso"
Porquê?
Não havia resposta, porque não tinha de haver!
Desperta pela tua inquietação, estupidamente, quis a resposta que não existia.
A tua voz trémula dizia, o que o teu corpo teimava em contrariar, o que o teu olhar negava com toda a sua plenitude.
Porquê?
Eu entrei na tua vida e, rapidamente, alterei o teu projecto. Não era a nossa vontade, mas era inevitável.
E tu, numa confusão de sentimentos que contrariavam vontades, dizias-me o que não querias dizer e, não aguentando mais, foste embora. Mas desculpando-te com um "até já", combinaste continuar a conversa nesse mesmo dia. A conversa que nunca devia ter existido.
Porém, nesse dia, não mais nos falamos. Fiquei triste, confusa, sem chão. Não estava à espera, confesso.
Porquê?
E agora, como ficamos?
Hoje apercebi-me, já não consigo estar sem ti...

1 comment:

AR & AR said...

Mina said...
Tu sabes melhor que eu que o amor é fogo que arde sem se ver
Eu sei melhor que tu que o amor é ferida que doi mas nao se sente.
Ambas sabemos que o amor é um contentamento descontente...Mas é uma dor que desatina sem doer ^^