Saturday, November 25, 2006

Hanson: Save Me

Ontem encontramos-nos num bar, e o nosso olhar foi mais forte, traiu-te.
Fizemos de conta que estava tudo bem, quando não podia estar pior. Teimas em contrariar o que sentes. E já não sabes como agir. Foges.
Cada vez mais isto se está a tornar incontralável. Ontem pela primeira vez, perguntaram-me o que se passava entre nós.
Disseram-me que toda a gente comentava como eramos tão amigos, tão inseparaveis, sem nunca terem desconfiado de mais nada.
Ontem senti-me sem chão mais uma vez. Havia algo que nos unia, mas que ao mesmo tempo alongava a distância entre nós. Vais continuar a lutar?
Esta música faz-me pensar nos momentos que temos para viver...

Friday, November 24, 2006

Porquê?

Como sempre, foste ao meu encontro.
Falamos, rimos, brincamos e, inevitávelmente, envolvemo-nos mais uma vez.
E, entre olhares e sorrisos apaixonados, trocamos caricias, deixamos o nosso corpo se expressar. Mas tu, pela primeira vez, sentiste necessidade de racionalizar, o que não é racional.
"Não posso"
Porquê?
Não havia resposta, porque não tinha de haver!
Desperta pela tua inquietação, estupidamente, quis a resposta que não existia.
A tua voz trémula dizia, o que o teu corpo teimava em contrariar, o que o teu olhar negava com toda a sua plenitude.
Porquê?
Eu entrei na tua vida e, rapidamente, alterei o teu projecto. Não era a nossa vontade, mas era inevitável.
E tu, numa confusão de sentimentos que contrariavam vontades, dizias-me o que não querias dizer e, não aguentando mais, foste embora. Mas desculpando-te com um "até já", combinaste continuar a conversa nesse mesmo dia. A conversa que nunca devia ter existido.
Porém, nesse dia, não mais nos falamos. Fiquei triste, confusa, sem chão. Não estava à espera, confesso.
Porquê?
E agora, como ficamos?
Hoje apercebi-me, já não consigo estar sem ti...

Sunday, November 19, 2006

Homenagem a M.

Já reparaste na diferença abismal de gostos, estilos, reacções, e feitios que nos une?

Lembraste quando nos conhecemos?
Não foi amizade à primeira vista! Conviviamos, apenas, porque tinha de ser...
E, de um momento para o outro, tornamo-nos a melhores amigas, uma presença insubstituivel nas nossas vidas, algo inexplicável.

Olhando para estes anos de amizade, posso orgulhar-me de não ter uma má recordação, de teres estado sempre presente, quer nos melhores momentos da minha vida, quer nos piores.
Ainda ontem estava a falar a um amigo da amizade que nos une, e não tinha palavras para nos descrever, para descrever todos os bocados de vida que partilhamos, porque foram únicos e indiziveis.
As conversas na minha mesa de jantar, os cinemas, as compras, os almoços, os jantares, as mensagens de telemóvel, os telefonemas eternos, horas e horas a falar de nada :D, os teus conselhos...tanto...e tão bom!Juntas partilhamos sempre tempo de qualidade.

Orgulho-me de te ter como amiga! E tenho a certeza de que nos vamos ter a vida toda...

Friday, November 17, 2006

O meu dia...

Hoje o meu dia não foi nem bom nem mau. Foi uma sucessão de nadas, vazio de conteudo.
Nestes dias sinto-me a pessoa mais inutil ao cimo da Terra.
The Look of Love

The look of love
Is in your eyes
The look your smile can't disguise
The look of love
Is saying so much more
Than just words could ever say
And what my heart has heard
Well it takes my breath away

I can hardly wait to hold you
Feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you
Now that I have found you

You've got the look of love
It's on your face
A look that time can't erase
Be mine tonight
Let this be just the start
Of so many nights like this
Let's take a lover's vow
And then seal it with a kiss

I can hardly wait to hold you
Feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you
Now that I have found you
Don't ever go
Don't ever go
I love you so

I can hardly wait to hold you
Feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you
Now that I have found you
Don't ever go
Don't ever go
Don't ever go

Thursday, November 16, 2006

Quando eu te vi...

Quando eu te vi, depois de tanto tempo, mas no fundo, sem nunca te ter conhecido, eu bloqueei. Não reagi.
Passados dois dias, quando finalmente ganhei coragem de te falar, o mundo ganhou forma e tudo fez sentido. Falamos durante horas. Horas curtas, que fugiram das nossas mãos.Nesse dia, o meu sono foi bom, como há muito não era.Continuamos a falar, a necessitar diariamente da nossa presença, da nossa existência.
E, rapidamente, te tornaste no confidente que eu nunca tive, nem mesmo nos meus amigos de sempre. Deste-me a parte mais importante de ti, deste-me todos os teus medos, sem pudor.
Ficamos com parte um do outro. Um no outro.Isso assustou-te. Tu evitaste-me.
Como nunca tinha feito, eu tomei a iniciativa.
Encontrávamo-nos constantemente e tu disfarçavas, não davas sinal.
Mas era mais forte do que nós, e tu abraçaste-me como se não nos vissemos há um ano. Não mais findavas o abraço. Aquele abraço que nos envolveu. Antecessor de um beijo que nos comprometeu.
Assim, entre beijos, abraços e confidências continuamos a viver. Nunca falamos sobre isso, porque é indizivel e é bom.